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	<title>Ser Divino</title>
	<updated>2010-03-11T05:43:38Z</updated>
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		<title>O hino do Ser Divino</title>
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		<author>
			<name>Juliano</name>
		</author>
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		<updated>2008-07-31T14:58:00Z</updated>
		<published>2008-07-31T14:58:00Z</published>
		<content type="html">&lt;br&gt;Hino "Ser Divino", do Hinário de Ronaldo Rocha,&lt;br&gt; "Canção do Beija-flor", ofertado ao nosso centro em Julho de 2008.&lt;br&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;br&gt;</content>
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		<title>"O que é o Santo Daime"</title>
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		<author>
			<name>Chris</name>
		</author>
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		<updated>2008-05-21T21:52:00Z</updated>
		<published>2008-05-21T21:52:00Z</published>
		<content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: maroon;" lang="PT"&gt;O QUE É O SANTO DAIME&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: maroon;" lang="PT"&gt;- Da Consciência
de nossa dupla Simbiose&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 14.2pt;" align="right"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="PT"&gt;Marcelo Bolshaw Gomes (&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="PT"&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-style: italic;" lang="PT"&gt;Marcelo Bolshaw Gomes é jornalista, doutor em Ciências Sociais e
professor de Comunicação da UFRN, se fardou no São João de 1986 no Céu do Mar
(Rio de Janeiro) e já participou de diversas igrejas, inclusive na Cinco Mil
(Rio Branco) e a Igreja do Céu do Mapiá. Atualmente, reside em Natal e é
fardado da Igreja de Canoa Quebrada (CE)).&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="PT"&gt;Conta uma lenda indígena norte-americana que, nos
primórdios da história da terra, houve uma grande conferência de todos animais
existentes, em protesto contra a atitude devastadora e ignorante do Homem
diante do meio ambiente. "A natureza é a grande mãe de todos os bichos e o
homem deseja submete-la aos seus caprichos" - denunciou a serpente,
cobrando uma atitude de todos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;"A única forma é fazê-lo sentir na própria pele o efeito de seus
atos, mesmo que isso leve muitas gerações" - ponderou o coiote. E assim,
ficou decidido que cada animal se transformaria em uma doença humana: o leão
seria os males do coração; o elefante, a obesidade; os eqüinos, as doenças de
pele. E quanto mais o Homem destruísse a Natureza, mais ele seria vítima da
vingança dos espíritos animais, na forma de doenças.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Segundo a lenda, então, o mundo vegetal sentiu compaixão pelo Homem e
decidiu ajudá-lo. E as plantas se transformaram em remédios, uma para cada tipo
de doença gerada pelos instintos animais. Às plantas mais nobres, no entanto,
foi dada a missão de despertar a consciência, para que um dia o Homem
aprendesse a viver em harmonia com a terra e cumprisse seu destino. &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;
Então, certa vez, dentro de um trabalho espiritual, perguntei ao Daime: “O que
é o Daime?” – na esperança de que ele fosse capaz de me explicar sua natureza e
como ela se encaixa em nossa história. E ninguém melhor que ele próprio para me
explicar quem e o que ele é e significa.&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Em resposta à minha indagação, comecei a perceber as
diferentes pessoas que participam do trabalho e as concepções que elas tinham
do que estavam fazendo ali. Encontrei, assim, cinco definições diferentes: o
daime é uma bebida; o daime é uma religião; o Daime é uma doutrina; o Daime é
um Ser Divino e o Daime é um Sacramento.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;As duas primeiras definições (o daime é uma bebida e o
daime é uma religião) eram dos visitantes e as três últimas (o Daime é uma
doutrina, o Daime é um Ser Divino e o Daime é um Sacramento) eram de
‘fardados’, isto é, de adeptos que utilizam o uniforme do culto. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Vejamos cada uma dessas concepções.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;‘O Santo Daime é uma bebida’&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt; é uma
usual concepção entre os ex-usuários de drogas que buscam o culto, como também
curiosos em geral. É a definição daqueles que procuram a viagem. A bebida em
questão é preparada através da infusão do cipó do Jagube ou Mariri
(Banisteriopsis caapi) e da folha da Rainha ou Chacrona (Psycotria viridis) -
naturais da região amazônica. A bebida teria origem do Império Inca e seu uso
teria se difundido entre várias tribos indígenas, como as dos Kampas e dos
Kaxinawás, localizadas perto da fronteira com o Peru e a Bolívia. Ingerindo o
chá, os índios absorvem o espírito da planta e, em transe, têm experiências
psíquicas e vivenciam fenômenos paranormais, tais como a telepatia, a regressão
a vidas passadas, contatos com os espíritos dos seus antepassados mortos,
presciência e visão à distância. Há relatos de xamãs usavam a bebida para
descobrir qual era a doença de seus pacientes e saber como tratá-la. (&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;“A
Ayahuasca amplifica a capacidade psicossomática de responder a gradações mais
sutis de estímulos além de muitas vezes integrar as diversas faculdades
sensoriais em processos sinestésicos. Esse efeito de aumentar a capacidade de
experienciar, de avaliar e apreciar por si mesmo, é central para a compreensão
do seu significado. Esta amplificação, como uma lupa, permite uma (re)visitação
intensiva e absorta dos conteúdos mentais - recordações, idéias, fantasias,
pensamentos, emoções, medos, esperanças, sensações em gerais. (...) O grande
valor da Ayahuasca, trazidos à nossa atenção pelas sociedades indígenas, é que
ela dissolve os limites da mente inconsciente; ela dá acessos aos conteúdos
reprimidos e esquecidos. Ela possibilita o reconhecimento das configurações
universais da psique, os arquétipos de humanidade, junto com um leque mais
abrangente de conhecimentos e maneiras de conscientizar, até eventualmente a
vivência dos diversos aspectos da união mística. Na medida em que o indivíduo
consegue ver as coisas de uma maneira não distorcida, vendo claramente não
apenas o seu passado mais também a presunção e cegueira da sua própria cultura
e grupos de referencias, ele necessita, além de tolerar a decepção e o
sofrimento, superar sentimentos de desamparo. Nem sempre é fácil ter de ver e
aceitar que não somos assim tão vítimas, mas sim responsáveis pelas nossas
vidas; aceitar ser capaz, reconhecer o seu potencial e a responsabilidade que
isso requer implica coragem e determinação.”&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="PT"&gt;(BARBIER, 2002)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&amp;nbsp;Já &lt;span style=""&gt;‘o Santo Daime é uma religião’&lt;/span&gt; é uma concepção de um visitante
mais espiritualizado que busca a experiência de expansão da consciência.
Geralmente, são pessoas que participam ou já participaram de outros trabalhos
espirituais. Desde o início do século, nos contatos culturais entre
seringueiros e índios, a Ayahuasca passou a ser usada pelos migrantes
nordestinos, que colonizaram a Amazônia ocidental. Destes contatos surgiram
diversos grupos que associaram o uso da bebida a um contexto religioso
cristão-espírita, dos quais a União do Vegetal, no estado de Rondônia, o Santo
Daime e a Barquinha, no Acre, são os maiores expoentes.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Paralelamente ao crescimento dos cultos e à expansão do uso religioso da
Ayahuasca, uma forte resistência dos setores conservadores da sociedade
brasileira se formou, pressionando o governo para embargar o funcionamento
destas instituições nos grandes centros metropolitanos. Porém, no dia dois de
junho de l992, o conselho decidiu liberar definitivamente a utilização do chá
para fins religiosos em todo o território nacional. Segundo a então presidente
do Conselho Federal de Entorpecentes (Confen), Ester Kosovsky, “a investigação,
desenvolvida desde l985, baseou-se numa abordagem interdisciplinar, levando em
conta o lado antropológico, sociológico, cultural e psicológico, além de
análises fito químicas”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://br.mc505.mail.yahoo.com/mc/compose?.rand=1063470662&amp;amp;uc=1#_ftn2" target="_blank" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="color: white; vertical-align: baseline;"&gt;[&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;(&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;O relator do processo de investigação, Domingos Carneiro de Sá, explicou
que o fato fundamental para a liberação da bebida foi o comportamento dos
daimistas e a seriedade dos centros que utilizam o chá em seus rituais: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;“Não foram observadas atitudes anti-sociais dos participantes dos cultos,
ao contrário, podemos constatar os efeitos integrados e reestruturantes do
Daime com indivíduos que antes de participarem dos rituais apresentavam
desajustes sociais ou psicológicos”. (SILVA SÁ, 1996, 145-174)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&amp;nbsp;Com a expansão do Daime para outros países, surgiram questões
jurídicas internacionais referentes à utilização e ao transporte da bebida.
Dentre os vários processos de legalização, uma referência importante é o texto &lt;span style=""&gt;Religious Freedom and United States Drug
Laws: Notes on the UDV-USA Legal Case&lt;/span&gt;. (MEYER,&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;2005). E o site do Santo Daime na Itália também disponibiliza uma
página com literatura jurídica internacional (&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;‘&lt;span style=""&gt;O Santo Daime é uma doutrina&lt;/span&gt;’
é uma concepção que enfatiza justamente esse aspecto de cultura popular
acreana, de patrimônio cultural (músico, poético e espiritual) brasileiro. Os
partidários dessa concepção dão bastante importância ao ritual, ao calendário
litúrgico e aos ensinos éticos prescritos nos hinos, como também à memória
histórica dos fundadores do culto (&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Os hinos, cantados no decorrer da noite, são recebidos mediunicamente e
ensaiados com antecedência para a apresentação durante o ritual. As idéias
básicas transmitidas pelos hinos são as de solidariedade e consciência
ecológica - trovas poéticas entoada em melodias simples e repetitivas, que
funcionam como ‘mantras’. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Além do canto, há também uma dança - chamada de “bailado” - que consiste em
deslocar o corpo no compasso da música, em conjunto com todos, para a direita e
para a esquerda de forma alternada, em uma espécie de ‘ciranda estática’. Esta
corrente de voz e movimento é ritmada por maracás, pequenos chocalhos de lata.
Os participantes se posicionam em filas formando um quadrilátero, com as moças
e as mulheres de um lado e os homens e rapazes do outro, ao redor de uma mesa.
Nas festas oficiais, os homens usam ternos brancos e gravatas azuis, e as
mulheres, camisa e saia branca com uma jardineira verde com fitas coloridas e
usam uma coroa prateada. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Ao centro, o Santo Cruzeiro (a cruz de caravaca) e a Estrela do Oriente (o
selo de Salomão com uma águia sobre uma lua minguante). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Além de Jesus Cristo ser freqüentemente
sincretizado com o Sol, a Virgem Maria é associada à Lua, ao Mar e à Floresta,
e as presenças de São João Batista e do Patriarca São José são constantemente
lembradas nas canções do Santo Daime. Outra imagem freqüente é a do “Divino Pai
Eterno”, afirmação do princípio monoteísta da doutrina, que impera sobre uma
“Corte Celestial de Todos os Seres Divinos” - que engloba, no manto panteísta
da Rainha da Floresta, entidades que vão dos Devas Orientais aos Orixás
africanos. Porém, a entidade central do ritual do Santo Daime é Juramidam, o
“Mestre Império”. Este ser é quem, segundo os hinos e os participantes do
culto, preside os rituais e é identificado como o próprio espírito da bebida
ingerida nas cerimônias. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;O efeito da bebida do Santo Daime promove uma expansão na consciência que,
sem a perda da capacidade de ação voluntária, permite que se observe o próprio
sentimento e pensamento com maior clareza. No decorrer do ritual, o estado de
consciência intensificada pelo chá amplifica as situações recorrentes da vida
cotidiana, revelando contradições existenciais e processos interiores que se
repetem inconscientemente em diversos níveis. Esses processos involuntários são
compreendidos pela consciência intensificada dos participantes, através da
corrente formada pelo bailado e pelos hinos, que sugerem sempre uma solução
positiva para os problemas. Segundo os participantes do culto, o ritual é “uma
auto-análise”. O processo vivido sobre o efeito da bebida, abrindo as portas do
subconsciente e ação condicionante do hinário (hinos + bailado) leva a um exame
crítico de nossas ações cotidianas, com base nos princípios cristãos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;A concepção que acredita que “&lt;span style=""&gt;o
Santo Daime é um Ser Divino&lt;/span&gt;” é aquela que acredita no poder da bebida
independente do ritual (e do sistema de crenças, embora ela também seja parte
do sistema de crenças) que acredita se comunicar diretamente com o espírito da
planta ou com uma inteligência superior à humana. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Essa concepção tem diferentes versões e
estilos. Os mais tradicionalistas, por exemplo, personificam na figura de seu
criador, Raimundo Irineu Serra (&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;). Ele
representa o retorno de Cristo à terra e quando se toma o Daime (geralmente
diante de uma grande foto do Mestre Irineu) é com o espírito de Raimundo Irineu
Serra que cada consciência dialoga. Em outras linhas, como a do Padrinho
Sebastião, também há adeptos da concepção de que o Santo Daime é um ser divino,
mas em um paradigma mais amplo e panteísta: “o mestre está no sol, na lua e nas
estrelas”. Essa concepção de ‘bebida mestra’ também aparece diferentes tipos de
xamanismo e em outros rituais e sistemas de crenças, como na UDV. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;É preciso dizer que, enquanto o
processo de legalização do culto teve a participação decisiva dos partidários
da ‘Doutrina’, todo processo de globalização do uso da bebida (de miscigenação
com outras culturas espirituais) se deve principalmente aos adeptos do ‘Ser
Divino’.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;E &lt;span style=""&gt;o Daime é um Sacramento&lt;/span&gt;? Esta forma de pensar é mais abrangente e
inclui as quatro concepções anteriores. A comunicação com o divino não se dá
apenas pelos hinos ou com um único ser, mas através de várias inteligências,
espíritos, guias, arquétipos; e, principalmente, com o foco da atenção voltado
para desprogramação da consciência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Pode-se dizer que as pessoas que pensam
‘o Santo Daime é uma doutrina’ e as pessoas que pensam ‘é um ser divino’
representam as mesmas ênfases dos que pensam ‘o Daime é um bebida’ e ‘é uma
religião’ em uma oitava superior. Os que pensam que ele é uma bebida ‘evoluem’
para a posição que ele é um ser divino; enquanto os que acreditam que se trata
de uma religião passam a entendê-lo como uma doutrina espírita ou como um culto
cristão. A concepção que entende o Santo Daime como um Sacramento é aquela que
entende a importância dos dois lados, tanto da bebida como do sistema de
crenças, mas seu foco é o desenvolvimento da consciência.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Sempre pensei em escrever um texto
sobre o Daime. E até fiz um texto bem descritivo, mas sempre problematizava
nada. Eu queria escrever um texto para registrar a experiência espiritual que
modificou minha vida radicalmente. Um testemunho subjetivo de um sujeito
apaixonadamente envolvido com seu objeto, mas que procura entendê-lo da forma
mais objetiva possível.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Há vários obstáculos para essa
‘objetivação’. Em primeiro lugar, é preciso entender que o Santo Daime é uma
‘leitura’ da ayahuasca. A mesma bebida é utilizada em outros sistemas de
crenças, em outros rituais, como no caso da UDV e da Ayahuasca peruana. E para
ter uma visão objetiva de minha experiência com o Santo Daime, falta-me um
conhecimento mais profundo dessas outras leituras. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Há também a questão da DMT (ou do
efeito da substância química do cérebro, do sistema de crenças científico) e de
sua relação com os usos rituais da Ayahuasca (e dos sistemas de crença
tradicionais e religiosos). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Nesse sentido, os estudiosos também se
dividem em três grandes grupos: os que dão ênfase à bebida e à DMT (os biólogos
e os químicos, entre outros); os que dão ênfase aos sistemas de crenças (em
geral, os antropólogos e os historiadores) ; e os “devotos do DMT”, que,
considerando os dois aspectos, elaboram um novo sistema de crenças.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Vejamos cada um desses grupos de
pesquisadores.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Para os que dão
ênfase à DMT&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;, como &lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-weight: normal;" lang="PT"&gt;Ralph Miller (2000), por exemplo, o importante é o papel
psicoativo da bebida: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;A Pineal irá produzir DMT em grandes quantidades em
pelo menos dois momentos das nossas vidas: no nascimento e na morte. Talvez ela
prepare a chegada e a partida da alma. Pessoas que experimentam "situações
de quase morte" – vendo luzes fortes, portais, ícones religiosos – relatam
efeitos semelhantes aos das experiências com DMT. As moléculas de DMT são
similares às moléculas da Serotonina e se encaixam nos mesmos receptores do
cérebro. Isto é extraordinário porque, assim como a Serotonina, a DMT é uma
chave específica que naturalmente se encaixa nesta "trava" do
cérebro. Assim, você tem a DMT se encaixando aos receptores do cérebro, o que
produz visões, enquanto as propriedades pró-Serotonina e pró-Dopamina do chá
criam um estado de alerta e receptividade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Do ponto de vista científico, há várias hipóteses sobre o papel da DMT no
cérebro humano. Uma hipótese é de que&amp;nbsp;esta substância estaria relacionada
com a manifestação da esquizofrenia e dos distúrbios psicóticos. No entanto, ao
se encontrar níveis semelhantes de DMT em sujeitos sadios e em esquizofrênicos,
esta hipótese vem sendo abandonada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Outra hipótese, postulada por Richard Strassman em seu livro, &lt;span style=""&gt;A Molécula do Espírito, &lt;/span&gt;(STRASSMAN,
2001)&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;diz que a DMT é produzida
pela glândula Pineal e está relacionada com experiências de "pico"
(nascimento, experiências de quase-morte, morte etc). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Uma terceira hipótese feita por Callaway (MCKENNA, CALLAWAY, GROB, 1998),
que se relaciona com as duas primeiras, é que a DMT está relacionada com a
regulação do sono, especificamente, na produção das imagens nos sonhos: o sono
REM. Neste caso, se a DMT fosse produzida em excesso poderia ocasionar
alucinações. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Atualmente, várias pesquisas investigam a utilização de medicamentos a base
de DMT para tratamento químico de depressão, neuroses, fobias, síndromes
neurológicas, bem como sua utilização como potencializador da consciência em
processos terapêuticos psicológicos (&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Como dissemos antes, existem também pesquisas que dão mais ênfase ao
contexto que ao aspecto psicoativo.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Enquanto
os pesquisadores das áreas biológicas dão um enfoque enquadrado particularmente
aos efeitos químicos da DMT no cérebro, os pesquisadores das áreas clínicas e
psicológicas estudam a mudança nos estados de consciência e de percepção,
distribuindo sua atenção em três fatores: a bebida, o ambiente (setting) e a
intenção (set). A hipótese, denominada em inglês de 'set and setting', formulada
inicialmente por Timothy Leary com LSD nos anos 60, afirma que o conteúdo de
uma experiência com substancia psicoativa é uma resultante da interação desses
três fatores básicos&lt;/span&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Charles S. Grob fez a
mais ampla revisão bibliográfica sobre o Ayahuasca na área da psicologia
clínica e neuro-psiquiatria (METZNER, 2002, p. 195) e considera a &lt;span style=""&gt;hiper-sugestionabilidade&lt;/span&gt; como um dos
efeitos psico-químicos, detalhando o aspecto ambiental (setting) em vários
fatores (o papel do líder, do grupo, do local). Ele é um dos pesquisadores que
concluem que “o contexto, o roteiro e o propósito” são mais importantes do que
os efeitos químicos de substância psicoativas (nos processos de “cura” e de
autoconhecimento propiciados pela bebida). &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Em relação às
características dos estados de consciência quimicamente alterados pelo
Ayahuasca, Grob aponta:&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a)&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Diminuição ou expansão da consciência
reflexiva, com alterações de pensamento, mudanças subjetivas na concentração,
na atenção, na memória e no julgamento podem ser induzidas voluntariamente em
vários níveis de uma mesma experiência. b) Aumento da imaginação visual. Grob
também identifica, dentre as experiências de milhares usuários entrevistados,
várias recorrências psicológicas durante o transe: medo de perder o controle;
resistência do ego (bad trip) e transcendência para estados místicos (entrega);
aumento da expressão emocional - tristeza, alegria, desespero, fé; entre outras
menos freqüentes. &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Outra grande contribuição ao estudo psicológico do Ayahuasca é o trabalho
de Benny Shanon, &lt;span style=""&gt;O Conteúdo das visões
da Ayahuasca &lt;/span&gt;(2003),&amp;nbsp; em que além de trabalhar um levantamento das
imagens das mirações e da hipótese de aceleração e desaceleração da percepção
do tempo durante o transe, se discute também a pesquisa da mente através do
ayahuasca (e não mais o efeito da ayahuasca na mente humana). &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Shanon já havia escrito sobre o Ayahuasca como instrumento de investigação
da mente (in LABATE, 2002; pág. 631), através dos parâmetros teóricos da
psicologia cognitiva. Para ele, há questões fenomenológicas de primeira ordem
(o que está sendo experimentado? ) e de segundo ordem (Há uma ordem e um
sentido no que está sendo experimentado? ). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Em relação às questões fenomenológicas de primeira ordem, Shanon distingue
as questões de conteúdo das de domínio e de estrutura. Assim, felinos, pássaros
e répteis são as imagens mais recorrentes nos transes, seguidos de perto pelos
palácios, tronos e imagens arquitetônicas celestiais. A pesquisa destaca que as
imagens são ‘universais da mente’ (semelhantes aos ‘arquétipos’ de Jung), pois
surgem em indivíduos culturalmente diferentes. Esses conteúdos podem surgir de
diferentes domínios e o encadeamento dessas formas com estes conteúdos forma
estruturas narrativas paralelas aos rituais. E Shanon entrevê, através deste
sistema cognitivo de conteúdos/domínios, os parâmetros estruturais da
consciência e destaca pelo menos quatro aspectos relevantes em relação ao
efeito do Ayahuasca: a percepção do pensamento como uma cognição coletiva, a
indistinção entre o interior e o exterior, e as experiências desindentificação
pessoal e de tempo não-linear. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Desses quatro aspectos relevantes o mais interessante é o que trata de
nossa percepção do tempo. Quando tomam Ayahuasca as pessoas percebem que seus
pensamentos não são individuais, mas sim ‘recebidos em rede’ (a mente como um
rádio); que não existe a distinção entre o sensorial e o sensível; podem se
transformar em animais (jaguares e águias são freqüentes) ou em outras pessoas;
e finalmente percebem o transcorrer do tempo de forma desigual, em que alguns
segundos demoram séculos e horas se sucedem rapidamente e em que alguns
momentos se experimentam a simultaneidade (ou a sensação de eternidade)
temporal. Quando baixamos arquivos no computador, pode-se perceber que alguns segundos
demoram mais que outros, em função do peso do arquivo e da aceleração da
conexão da internet. O que Shanon suspeita é que o mesmo acontece com a mente,
mas só é perceptível sob o efeito do Ayahuasca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;A grande maioria das pesquisas se subdivide entre as que dão ênfase ao
ritual e as que dão ênfase ao efeito cognitivo da bebida. Mas, além das
pesquisas psicológicas, antropológicas, jurídicas e biológicas, há também
várias pesquisas sobre a música, a poesia, as danças do ritual, a arquitetura
dos templos, enfim, toda descrição semiótica dos cultos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt;&amp;nbsp;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Há também os pesquisadores que advogam uma perspectiva semelhante à dos
adeptos que entendem o Daime como Sacramento, que compreende tanto a concepção
que dá ênfase ao ambiente quanto ao Ayahuasca e à DMT (&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="background: white none repeat scroll 0% 50%; text-align: justify; text-indent: 14.2pt; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Meu ponto de vista é que os componentes químicos mutagênicos e psicoativos
existentes na dieta dos primeiros humanos influenciou diretamente a rápida
reorganização das capacidades de o cérebro processar informações. Os alcalóides
contidos nas plantas especificamente os compostos alucinógenos como a
psilocibina, a dimetiltriptamina (DMT) e a harmalina podem ter sido os fatores
químicos da dieta que catalisaram o surgimento da auto-reflexão humana. A ação
dos alucinógenos presentes em muitas plantas comuns aumentou nossa atividade de
processamento de informações e nossa sensibilidade ambiental, com isso
contribuindo para a súbita expansão do tamanho do cérebro. Como aconteceu num
estágio posterior desse mesmo processo, os alucinógenos atuaram como catalisadores
no desenvolvimento da imaginação, alimentando a criação de estratagemas
internos e esperanças que podem ter sinergizado o surgimento da linguagem e da
religião. (...) Quais seriam as conseqüências, para a teoria da evolução, de
admitir que alguns hábitos químicos conferem vantagem adaptativa e, portanto,
tornam-se profundamente gravados no comportamento e até mesmo no genoma de
alguns indivíduos? &lt;span style=""&gt;O Alimento dos
Deuses&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Com os irmãos &lt;span style=""&gt;McKenna&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;o caráter
cognitivo das drogas e da experiência psicodélica na contracultura vai&amp;nbsp; se
tornar uma '&lt;span style=""&gt;etnofarmacologia&lt;/span&gt;',
isto é, em um estudo sistemático das tradições de consumo de enteógenos. Com
Terence &lt;span style="color: black;"&gt;McKenna (&lt;/span&gt;1993, 1994, 1995 e 1996) se &lt;span style="color: black;"&gt;estabelece uma associação estratégica entre duas hipóteses
diferentes até então, que se tornaram os cânones do movimento enteógeno: Em
primeiro lugar, a hipótese de que foi através da ingestão de substâncias
químicas psicoativas que os macacos se tornaram conscientes de si, dando início
à evolução da espécie humana. Nesta hipótese, sugere-se que toda nossa
experiência com o sagrado derivou originalmente do consumo de substâncias
químicas.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;E depois, a hipótese de
Gaia (James Lovelock e Lynn Margulis) segundo a qual a biosfera da Terra é na
verdade um organismo vivo&lt;span style="color: black;"&gt;. De forma que, mais do que
dispositivos de poder para o controle social (as drogas), as substâncias
psicoativas teriam como função primordial a re-ligação dos homens com a
consciência telúrica do planeta.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Mas, o que realmente
chama atenção nas idéias dos irmãos McKenna é a compreensão das plantas
enteógenas no contexto de uma “grande simbiose”. Nesta perspectiva, a simbiose
entre as plantas e os animais na bioesfera da terra não se limita à troca de
oxigênio por gás carbônico ou à produção recíproca de alimento e proteção, mas,
sobretudo, a um projeto maior, no qual as plantas enteógenas cumprem um papel
estratégico modificando o comportamento humano em relação ao meio ambiente. Ou
seja: estamos sendo colonizados e doutrinados pelo mundo vegetal para mudar os
padrões de animais predadores e interagir melhor com toda a vida orgânica no
planeta.&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Para nós, essa
‘simbiose’ (entre o homem e o mundo orgânico) realmente existe, mas não é tão
‘grande’ assim, se levarmos em conta a possibilidade de uma simbiose entre o
homem e o reino inorgânico, em que haja uma troca de energia vital orgânica por
consciência temporal inorgânica, como quer Carlos Castaneda.&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Nesse caso, a Ayahuasca
além de veículo de uma mensagem do reino vegetal - para alguns a DMT seria uma
mensagem química para nosso cérebro (&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;) -
para reverter o processo de auto-destruição do homem e da vida orgânica, mas
também um meio de realização de uma simbiose com o reino mineral.&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Como se sabe, a
psicoatividade oral da DMT depende da inibição das enzinas MAO; e nem a folha
nem o cipó são psicoativos tomados separadamente. E, então, como os índios
descobriram o ‘efeito ayahuasca’? Como os índios descobriram, entre milhares de
plantas, sem nenhum tipo de instrumento técnico ou de conhecimento científico,
que a combinação de duas delas tinha um efeito capaz de provocar o transe, sem
efeitos colaterais nocivos? Para alguns, foram as próprias plantas que
ensinaram os homens. &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;E esta é questão que
norteia a pesquisa transdisciplinar (METZNER, 2002, 264) em que a experiência
emergente da espiritualidade transborda os limites de todas as tradições
religiosas: o&amp;nbsp;Ayahuasca nos dá saúde, conhecimento, poder espiritual. E
nós? O que estamos dando em troca? Amor e alegria? &amp;nbsp;Aperfeiçoamento
pessoal, dinheiro e trabalho para as instituições responsáveis? Ou você não se
considera em dívida com plantas, nem como pessoas ou instituições?&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Há uma evidente mudança
de atitude na maioria das pessoas que tomam Ayahuasca. Cerca de 10%,
aproximadamente, apenas consideram a experiência sem significado para sua vida.
Dos 90% que consideram a experiência relevante, mas da metade não volta ou
participa esporadicamente dos cultos. As instituições calculam, informalmente,
que, em média (&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;), 30% dos que conhecem o
Santo Daime, escolhem este caminho para seu desenvolvimento espiritual e se
fardam. Com passar dos anos, além de uma grande taxa de evasão, a participação
dos rituais se banaliza e o impacto de transformação do começo perde seu poder,
levando o adepto ou a novos níveis de esforço e aplicação para seguir com seu
desenvolvimento ou a uma adaptação conformistas em relação às instituições
religiosas e à própria sociedade em geral. Entre as linhas que seguem o
Padrinho Sebastião, houve um momento em que a vida comunitária na Amazônia era
estimulada como uma forma de continuar o processo de desprogramação da vida
social, mas, atualmente, todas as instituições que trabalham com o Santo Daime
dão ênfase a integração social de seus participantes.&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Em minha experiência
pessoal, observei que os dois primeiros anos de doutrina são de experiências
transpessoais (mirações como as descritas e classificadas por Shanon); em
seguida, o adepto passa por um período de experiência reeducativas do ponto de
vista interpessoal (‘passagens’ que envolvem a projeção dos pais em padrinhos e
madrinhas, que envolvem conflitos e amizades com outros participantes, amores
platônicos e reais para o aprendizado de suas preferências e afinidades); e,
após dez anos, caso tenha se aplicado no estágio anterior, em um período de
desenvolvimento pessoal, em que a tônica é o aperfeiçoamento ético subjetivo,
em que as conquistas são graduais e precisam ser bem consolidadas. Em minha
opinião, boa parte dos adeptos da doutrina do Santo Daime chega apenas ao
segundo nível de desenvolvimento, ficando trabalhando situações recorrentes,
enganchado na rede de suas relações interpessoais (&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;A chave para o
desenvolvimento contínuo, e na superação de seus diferentes estágios, talvez
esteja tanto na pergunta formulada por Metzner (o que damos em troca do
recebemos das plantas de poder?) como da idéia contida na palavra ‘Daime’. A
retribuição da generosidade divina com a generosidade humana em um forte
sentimento de agradecimento. “Já que tudo me foi dado, vou me dar todo também”
– essa idéia é que faz vigorar o sentido do Sacramento, não é mais a planta, a
bebida ou a doutrina que é sagrada, mas “Eu sou” (um em conjunto com a
divindade).&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;ANDRADE E.N., BRITO G.S.,
ANDRADE E.O., NEVES E.S., McKENNA D., CAVALCANTE J.W., OKIMURA L., GROB C.,
CALLAWAY J.C., et al. - "Farmacologia humana da hoasca: estrudos clínicos
(avaliação clínica comparativa entre usuários do chá hoasca por longo prazo e
controles; avaliação fisiológica dos efeitos agudos pós-ingestão do chá
hoasca)" [1996], in: LABATE B., SENA ARAÚJO W. (diretto da), &lt;span style=""&gt;O uso ritual da ayahuasca&lt;/span&gt;, 2002, p.
621-630. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;BARBIER, Regis.&lt;span style=""&gt; Ayahuasca como opção espiritual&amp;nbsp;2002&lt;/span&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://www.universomistico.org/artigos/artigos.php?op=yage003" target="_blank"&gt;&lt;span style=""&gt;http://www.universo
mistico.org/ artigos/artigos. php?op=yage003&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt; Originalmente publicado no
site: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://www.panhuasca.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;http://www.panhuasc a.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;LABATE Beatriz Caiuby;
ARAUJO, Wladimyr Sena. &lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;O Uso Ritual da
Ayahuasca. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Campinas,
Mercado de Letras/Fapesp, 2004 2ª ed. (1ª ed. 2002)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;LABATE Beatriz Caiuby&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; A Reinvenção do Uso da Ayahuasca nos Centros
Urbanos. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Campinas,
Mercado de Letras/Fapesp, 2004. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;LABATE Beatriz Caiuby&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt; GOULART, Sandra.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;
O Uso Ritual das Plantas de Poder. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Campinas, Mercado de Letras/Fapesp, 2005. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;LABATE, Beatriz Caiuby;
ROSE,&lt;span style="color: black;"&gt; Isabel Santana de; SANTOS,&amp;nbsp; Rafael
Guimarães dos.&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Religiões ayahuasqueiras:
um balanço bibliográfico&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;.&lt;/span&gt; Campinas: Editora Mercado de Letras/Fapesp,
2008.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;LIMA &amp;amp; LABATE,
Edilene Coffaci de, Beatriz Caiuby. “Remédio da Ciência” e “Remédio da Alma”:
os usos da secreção do kambô (&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Phyllomedusa
bicolor&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;) nas cidades. Campos - Revista de Antropologia Social v. 8,
n. 1 (2007). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://br.mc505.mail.yahoo.com/mc/#http:/ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/campos/article/view/9553/6626" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext;" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://ojs.c3sl."&gt;ojs.c3sl.&lt;/a&gt; ufpr.br/ojs2/ index.php/
campos/article/ view/9553/ 6626&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;MACRAE, Edward &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-weight: normal;" lang="PT"&gt;Guiado pela Lua. Xamanismo e uso ritual da ayahuasca no
culto do Santo Daime. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-weight: normal;" lang="PT"&gt;São Paulo,
Brasiliense, 1992.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-weight: normal;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;MEYER, &lt;span style="color: black;"&gt;Matthew D.&lt;/span&gt;. &lt;span style=""&gt;Religious Freedom and United States Drug
Laws: Notes on the UDV-USA Legal Case&lt;/span&gt;.&amp;nbsp; Publicado pelo Núcleo de
Estudos Interdisciplinas sobre Psicoativos – NEIP, 2005. &lt;u&gt;http://www.santodai
me.it/Library/ LAW/New_Mexico/ MeyerDM05a_ english.pdf&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;MILLER, &lt;/span&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Ralph. &lt;span style=""&gt;Ayahuasca - Universidade de
Gaia&lt;/span&gt;: 2000 &lt;u&gt;http://www.universo mistico.org/ artigos/artigos.
php?op=yage007&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;Tradução: Sergio Garcia Paim&lt;/span&gt;&lt;tt&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/tt&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt; originalmente publicado
em &lt;u&gt;http://www.heartoft heinitiate. com/articles_ gaia.htm&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;MCKENNA, Dennis
J.; CALLAWAY, J. C. ; GROB, Charles S. &lt;span style=""&gt;The
Scientific Investigation of Ayahuasca: A Review of Past and Current Research. &lt;/span&gt;The
Heffter Review of Psychedelic Research, Volume 1, 1998. &lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&amp;lt; &lt;a href="http://www.udv."&gt;www.udv.&lt;/a&gt;
org.br/portugues /downloads/ 05.pdf&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt; &amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;MCKENNA, T. -&amp;nbsp;
Alucinações Reais' Rio de Janeiro: Record/Nova Era, 1993. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;_______ Alimento dos
Deuses Rio de Janeiro: Record/Nova Era, 1995. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;________ &amp;nbsp;Retorno à
cultura arcaica Rio de Janeiro: Record/Nova Era, 1996. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;________&amp;nbsp; (com
Ralph Abraham e Rupert Sheldrake) 'Caos, Criatividade e o retorno do Sagrado -
triálogos nas fronteiras do Ocidente' São Paulo: Cultrix/Pensamento, 1994.
&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="EN-US"&gt;METZNER, Ralph.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(51, 51, 51);" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="EN-US"&gt;Ayahuasca
- Human Consciousness and the Spirit of Nature&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(51, 51, 51);" lang="EN-US"&gt;. Thunder's Mouth Press, New York, 1999.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="PT"&gt;Tradução Márcia Frazão, Rio de Janeiro:
Gryphus, 2002.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: rgb(51, 51, 51);" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="PT"&gt;SILVA SÁ, Domingos Bernardo Gialluisi.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://www.santodaime.it/Library/ANTROPOLOGY&amp;amp;SOCIOLOGY/silvasa96a_portuguese.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Ayahuasca, a consciência da expansão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;", in: &lt;span style=""&gt;Discursos sediciosos. Crime, Direito e Sociedade&lt;/span&gt;.
Rio de Janeiro, Instituto Carioca de Criminologia, 1996, pp. 145-174). &lt;a href="http://www.santodaime.it/Library/ANTROPOLOGY&amp;amp;SOCIOLOGY/silvasa96a_portuguese.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black;" lang="EN-US"&gt;http://www.santodai
me.it/Library/ ANTROPOLOGY&amp;amp;SOCIOLOGY/silvasa96 a_portuguese. htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="EN-US"&gt;SHANON, Benny. - &lt;span style=""&gt;Ayahuasca visions - a comparative cognitive investigation&lt;/span&gt;,
Yearbook for Ethnomedicine and the Study of Consciousness, 7, 1998, 227-250.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="PT"&gt;_______&amp;nbsp; - "A ayahuasca e o estudo da
mente" in: LABATE B. &amp;amp; SENA ARAÚJO W. (diretto da), &lt;span style=""&gt;O uso ritual da ayahuasca&lt;/span&gt;, 2002a pp.
631-659.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="PT"&gt;________ &lt;span style=""&gt;O
Conteúdo das visões da Ayahuasca. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="EN-US"&gt;Revista&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="EN-US"&gt; &lt;span style=""&gt;Mana&lt;/span&gt;, Out 2003, vol.9,
no.2, p.109-152. &lt;u&gt;http://www.scielo. br/scielo. php?script=
sci_arttext&amp;amp;pid=S0104-931320030 00200004&amp;amp;lng=pt&amp;amp;nrm=iso. &lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="EN-US"&gt;STRASSMAN, Richard. DMT : the spirit molecule : a
doctor's revolutionary research into the biology.&amp;nbsp; Rochester : Park Street
Press, InnerTraditions, 2001. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="PT"&gt;Ebook, disponivel em&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;u&gt;http://geocities.
yahoo.com. br/encantador_ de_serpentes/ ebook___DMT. pdf&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoList" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;br clear="all"&gt;
&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;


&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;

&lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;

&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;


&lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;) Marcelo Bolshaw Gomes é jornalista, doutor em Ciências Sociais e
professor de Comunicação da UFRN, se fardou no São João de 1986 no Céu do Mar
(Rio de Janeiro) e já participou de diversas igrejas, inclusive na Cinco Mil
(Rio Branco) e a Igreja do Céu do Mapiá. Atualmente, reside em Natal e é
fardado da Igreja de Canoa Quebrada (CE).&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;) &lt;u&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;www.ayahuasca. com&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="color: black;"&gt; e &lt;u&gt;http://yage. net/&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;) &lt;span style="color: black;"&gt;O interessado pode consultar toda legislação
brasileira sobre a ayahuasca no site da federação de centros livres em: &amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://www.ayahuascabrasil.org/index.php?op=legislacao" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;http://www.ayahuasc
abrasil.org/ index.php? op=legislacao&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; color: black;" lang="PT"&gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="EN-US"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;) &lt;span style="color: black;"&gt;&amp;lt;&lt;u&gt;http://www.santodai
me.it/Library/ LAW/0_LAW. htm&lt;/u&gt;&amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;) + informação sobre o assunto no site oficial do
CEFLURIS &amp;lt;&lt;u&gt;www.santodaime. org&lt;/u&gt;&amp;gt;; na Revista Virtual A ARCA DA UNIÃO
&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://www.arcadauniao.org/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;www.arcadauniao. org&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;, e no site do
Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Psicoativos &amp;lt; &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://www.neip.info/" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;www.neip.info&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt; &amp;gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="EN-US"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;) &lt;u&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;http://www.mestreir
ineu.org/&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="EN-US"&gt;[7]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt; &lt;u&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;http://dmt.lycaeum. org/&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;
e &lt;u&gt;www.erowid.org/ chemicals/ dmt/dmt.shtml&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[8]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;) Para entender as semelhanças e divergências entre as duas concepções (o
daime como sacramento e a concepção dos ‘devotos da DMT’, veja-se o artigo &lt;span style=""&gt;Eram os deuses Alcalóides?&lt;/span&gt; de Alex
Polari, em: &amp;lt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;a href="http://www.santodaime.org/arquivos/alex1.htm" target="_blank"&gt;&lt;span style=""&gt;http://www.santodai me.org/arquivos/
alex1.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt; &amp;gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[9]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;) Jeremy Narby, por exemplo, em seu livro A
Serpente Cósmica, ainda sem tradução para português, compara a dupla hélice do
DNA às duas serpentes do símbolo do Caduceu e advoga a tese de que a DMT é a
chave para o processo de evolução humana (o “programa lógico do mundo vegetal
para rodar no cérebro humano”) do ponto de vista da biologia molecular. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[10]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;) Dados informais sem levar em tempo os locais e os diferentes períodos de
tempo da adesão à doutrina.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial;" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="vertical-align: baseline;" lang="PT"&gt;[11]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;) É claro que esses são parâmetros absolutamente
subjetivos (mesmo que calcados na observação de outras pessoas além de mim), de
quem acha que permaneceu se desenvolvendo dentro da doutrina daimista durante
mais de 20 anos. As pesquisas com usuários de longo prazo (desenvolvidas pelo
Projeto Hoasca da UDV, entre outros) se limitam ao estudo da inexistência de
danos físicos e na atitude de integração social propiciada pela bebida. Ninguém
até o momento estudou variáveis menores como mudanças na alimentação ou
inibição progressiva de comportamento sexual, e muito menos, é claro, variáveis
subjetivas relativas ao desenvolvimento ético e espiritual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

</content>
		<summary>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;" lang="PT"&gt;Conta uma lenda indígena norte-americana que, nos primórdios da história da terra, houve uma grande conferência de todos animais existentes, em protesto contra a atitude devastadora e ignorante do Homem diante do meio ambiente. "A natureza é a grande mãe de todos os bichos e o homem deseja submete-la aos seus caprichos" - denunciou a serpente, cobrando uma atitude de todos. "A única forma é fazê-lo sentir na própria pele o efeito de seus atos, mesmo que isso leve muitas gerações" - ponderou o coiote. E assim, ficou decidido ...</summary>
	</entry>
	<entry>
		<title>Inauguração da Igreja Ser Divino</title>
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		<author>
			<name>Juliano</name>
		</author>
		<updated>2007-11-14T18:28:00Z</updated>
		<published>2007-11-14T18:28:00Z</published>
		<content type="html">&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Tivemos o prazer de receber o Padrinho Alfredo e sua comitiva durante a festa de 1º aniversário do Ser Divino, comemorada no dia 11 de novembro último.&amp;nbsp; Na ocasião inauguramos oficialmente a Igreja Ser Divino, mais um centro dedicado ao Santo Daime, no Brasil e em Brasília.&lt;br&gt;Foi um ano de muita aprendizagem, mas, principalmente um ano para solidificação e comprovação de nossa intenções iniciais, de termos um local para fazer os nossos trabalhos em paz, com harmonia e amor. &lt;br&gt;Agradecemos de coração a Deus e a tod@s que ajudaram a organizar e
contribuíram com seus esforços para o sucesso da&amp;nbsp;belíssima comemoração.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="http://serdivino.org/images/69038-60464/web_1107_566A.jpg" border="0" width="600"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="http://serdivino.org/images/69038-60464/web_1107_561A.jpg" border="0" width="600"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Viva a liberdade do Santo Daime!&lt;br&gt;&lt;br&gt;</content>
	</entry>
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		<title>" O SOLDADO DA RAINHA" - (Manoel Corrente da Silva)</title>
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		<author>
			<name>Chris</name>
		</author>
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		<updated>2007-10-01T23:53:00Z</updated>
		<published>2007-10-01T23:53:00Z</published>
		<content type="html">&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Biná Autran&lt;/u&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;Estimada Veterana da Santa Doutrina, homenageia o querido Padrinho Corrente, com seu belo texto, avivando a memória da vida deste grande companheiro do Padrinho Sebastião.&lt;/b&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;A primeira vez que vi o Padrinho Corrente foi em 1983 na igreja da Colônia Cinco Mil. Mirando e meio perdida, veio ao meu encontro indicando-me o caminho. 
&lt;div&gt;&lt;br&gt;No ano seguinte, a pedido do Padrinho Sebastião, chegou ao Rio de Janeiro acompanhado do Padrinho Mário Rogério para orientar os primeiros grupos daimistas que se formavam no Rio e em Visconde de Mauá. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Um tempo de grande proveito e também de muita alegria, o convívio com os ilustres visitantes para nós que iniciávamos na Santa Doutrina.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Padrinho Corrente, como fiel discípulo, acreditava na verdade do Padrinho Sebastião, procurando seguí-la e transmití-la. E também possuía o dom para lidar com a alma humana, principalmente a feminina, e muito contribuiu na expansão da Doutrina além da floresta.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Juntos estavam sempre gracejando como dois meninos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Era um excelente contador de histórias, alguma vezes repetidas, mas sempre originais devido à maneira de interpretá-las.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Ao nascer, muito pequeno e com lábio leporino, sua mãe depois de grandes esforços para alimentá-lo, achando que não ia vingar, deixou-o num canto. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A irmã menina começou a cuidar dele como se fosse um boneco. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Com um algodão molhado no leite pingava em suas narinas. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;E assim ele foi ganhando vida nas mãos daquela mãe-menina que, provavelmente com seu puro amor, influenciou na sua personalidade amorosa e determinada para enfrentar as batalhas.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Quando viu Maria, logo gostou dela, e como não tinha a aprovação do pai, um homem de temperamento enérgico, resolveu tirá-la da casa paterna mesmo sem consentimento. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O sogro por muito tempo se declarava inimigo, até que as circunstâncias o levaram para a casa da filha, conhecendo o genro que o ajudou até o final de sua vida, se tornando grandes amigos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Maria Corrente era parteira, além de trabalhar lado a lado com ele recebendo e ajudando os necessitados. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Ele dizia: " É, cuidar de doentes é coisa séria. A Maria nunca deixou um doente para trás. Botava em sua casa e cuidava mesmo. Da roupa, da comida, de tudinho. É assim que é para fazer!"&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Depois da passagem do Padrinho Sebastião sua responsabilidade aumentou. Sabia atender a todos como conselheiro, curandeiro, fiscal, recepcionista. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Sua casa sempre cheia era um ponto de encontro onde muito se aprendia. Com seu espírito brincalhão dava risadas com coisas que somente ele percebia, ou das besteiras que ouvia. E muito zangado ficava com a desobediência e rebeldia.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Da janela avistou seu papagaio bicando o pé de maracujá. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Insistentemente pedia, como se fosse a uma criança, que ele parasse de fazer aquele malfeito. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Com uma vassoura tentou espantá-lo e cada vez o louro subia mais alto. Então foi para o terreiro, pegou uma vara bem comprida em baixo de casa e só entrou quando conseguiu tirar o louro do pé de maracujá. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Passou ainda três dias sem brincar com o pássaro que ficou triste como um menino que recebe castigo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Padrinho Corrente realmente surpreendia com sua força de vontade, sua disciplina no dia a dia, a disponibilidade para trabalhar e a maneira de lidar&lt;br&gt;com os seres vivos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Num certo dia, cheguei à sua casa e logo o percebi com o semblante transformado. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Com a voz firme e o olhar penetrante declarou: " A Virgem Mãe Soberana me apareceu dentro de uma grande luz e me falou que o seu poder está nas mãos das mulheres que conseguissem estar em união. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;E me entregou um pedido do Padrinho Sebastião para reabrir o Trabalho de Mulheres" (que havia sido suspenso por ele antes de fazer a passagem)&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;. Que eu levasse esta mensagem à Madrinha Rita e Madrinha Júlia. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Tudo combinado entre eles, foi reaberto o Trabalho de Mulheres no túmulo do Padrinho Sebastião.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Cada vez era mais estimado pelo povo que atendia. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O número de afilhados sempre aumentando, recebia cartas e convites de vários pontos do Brasil e do exterior onde o Daime começava a entrar. Sociável e comunicativo não deixava de responder. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Sentava mesa da cozinha com o texto preparado como se estivesse lendo, ditava objetivo e preciso, para ser anotado. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Nunca frequentou um banco de escola. Lia com os olhos do coração.&lt;br&gt;Padrinho Alfredo chegou em sua casa para se despedir, ia para mais uma viagem de expansão da Doutrina.&lt;br&gt;Depois de muita conversa boa, perguntou-lhe: " Ei, Velho, o que quer que eu traga de presente?"&lt;br&gt;"Quero um presente sim, mas não vou dizer qual é, na hora você vai saber.:&lt;br&gt;E de volta com o Padrinho Alfredo chegou o hino "Mais Um", especial presente revelando sua posição de "Soldado da Rainha".&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Quando foi cantado na igreja Céu do Mapiá pela sua primeira vez com ele presente no salão, não deixava dúvida, ali estava mesmo o "Soldado da Rainha".&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Bem fraquinho, com a saúde abalada, os afilhados chamando para fazer exames e ele recusando os convites &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;: "Primeiro vou consultar o Daime para receber força e orientação". &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Foi dado início aos trabalhos de cura.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Éramos sete mulheres ao redor de sua cama. Mesmo deitado comandava o trabalho. Sua fé e firmeza nas medicinas sagradas, um estímulo e aprendizado para nós, participantes. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Dentro desta força completamos nove trabalhos. "Agora eu já posso procurar os médicos de fora."&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Se aprontou e foi buscar um conforto para sua matéria.&lt;br&gt;Chegou de viagem mais forte e bem tratado, mas não era mais o mesmo na sua força material, embora espiritualmente não parasse de trabalhar sempre muito sério em relação ao futuro da comunidade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;"Aqui vai mudar muito. Vem muito estrangeiro, muita gente sabida. Quem está aqui e não segurar, não fica.&lt;br&gt;Muita coisa vai acontecer como no mundão lá de fora e não vão se espantar." &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Como bom aluno e bom professor, repetia as palavras do Padrinho Sebastião.&lt;br&gt;Padrinho Corrente sentia a necessidade de uma casa de saúde para acolher os doentes. Muita gente chegando em busca de cura, o atendimento domiciliar mais difícil, ele mesmo já não podia ir de casa em casa atender os necessitados como de costume.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Depois de três anos e meio de sua passagem foi inaugurada a Santa Casa de Misericórdia Padrinho Manoel Corrente da Silva, que segue o perfil do ilustre patrono.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br&gt;Esta pequena homenagem ao Padrinho Corrente, lembrando a data de seu aniversário, é em nome das Mulheres e de todos que o conheceram não só em matéria como espiritualmente, pelo seu amor e dedicação à Santa&lt;br&gt;Doutrina.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Céu do Mapiá, 29.09.07&lt;br&gt;Biná Autran&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;</content>
		<summary>Biná Autran


Estimada Veterana da Santa Doutrina, homenageia o querido Padrinho Corrente, com seu belo texto, avivando a memória da vida deste grande companheiro do Padrinho Sebastião.

A primeira vez que vi o Padrinho Corrente foi em 1983 na igreja da Colônia Cinco Mil. Mirando e meio perdida, veio ao meu encontro indicando-me o caminho.</summary>
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	<entry>
		<title>Concentração de 2 de setembro</title>
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		<author>
			<name>Juliano</name>
		</author>
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		<updated>2007-09-14T13:22:00Z</updated>
		<published>2007-09-14T13:22:00Z</published>
		<content type="html">&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://serdivino.org/images/69038-60464/web_0907_2144.JPG" border="0" height="308" width="464"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img src="http://serdivino.org/images/69038-60464/web_0907_2150.JPG" border="0" height="309" width="466"&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="http://serdivino.org/images/69038-60464/web_0907_2187.JPG" border="0" height="307" width="465"&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;</content>
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		<title>Concentração de 30 de maio</title>
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		<author>
			<name>Juliano</name>
		</author>
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		<updated>2007-06-15T01:31:00Z</updated>
		<published>2007-06-15T01:31:00Z</published>
		<content type="html">Nosso primeiro trabalho com o salão pintado.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;img src="http://app.onlinequickblog.com/images/69038-60464/0507_113.JPG" height="311" width="468"&gt; &lt;br&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;img src="http://app.onlinequickblog.com/images/69038-60464/0507_112.JPG" height="309" width="466"&gt;&lt;br&gt;</content>
	</entry>
	<entry>
		<title>Mensagem do  Padrinho Alfredo para toda a Irmandade</title>
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		<author>
			<name>Juliano</name>
		</author>
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		<updated>2007-03-23T02:51:00Z</updated>
		<published>2007-03-23T02:51:00Z</published>
		<content type="html">Mensagem do&amp;nbsp; Padrinho Alfredo para toda a Irmandade&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Vinte sete de fevereiro dois mil e sete, Jardim da Natureza, fazendo uma avaliação no nosso&amp;nbsp; trabalho deste encontro dois mil e seis, dois mil e sete, que nos empenhamos com bastante atenção e trabalho para trazer uma clareza aos nossos rumos, aos nossos programas de continuidade. Então, louvado seja Deus! Graças a Deus! Estamos aqui fazendo uma avaliação clara e desejando que esta clareza seja expansiva a toda a irmandade, irmãos e irmãs, adultos, jovens velhos e crianças que estão junto conosco neste 2007 afirmando nossa Doutrina, afirmando a expansão da nossa Doutrina em tudo e por tudo, na legalidade, na normatização e na forma, na capacitação de um bom desempenho para a nossa expansão.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Então com esta Luz de toda esta clareza que fizemos durante este estudo quero mandar esta mensagem aos meus irmãos e irmãs de todos os pontos, de todas as comunidades, de todos os grupos que congregam junto conosco neste mesmo sentido, nesta mesma finalidade. Então, queridos irmãos e irmãs, queridas Diretorias, trabalhadores capacitados, advogados de todas as pessoas que usam da autoridade para o bom entendimento e a boa firmação de como cada irmão, cada igreja, cada comunidade deve estar seguindo satisfatoriamente e agradando primeiramente Deus, que está sobre todos e sobre tudo. E também agradando a todos nossos guias espirituais a começar do nosso querido e saudoso São Irineu, Padrinho Sebastião Mota de Melo e todos aqueles que estão com suas palavras vivas nas nossas cerimônias, nos nossos rituais. &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;No momento também estou mandando uma vibração positiva de saúde, felicidade, luz, iluminação, doutrinação, tudo aquilo que a Doutrina nos pede, tudo aquilo que a Doutrina nos proporciona e nos dá nas suas divinas curas. Pedimos também a todos os irmãos que atenciosamente possam estar vibrando o pensamento neste momento e em todo o momento que for revisto esta ata, este relatório, que nós estamos aqui realizando do trabalho e dos estudos que nos aprofundamos neste encontro de 2006 para 2007 no Céu do Mapiá.. Para que com esta Luz, esta compreensão, que todos têm em si, possamos estar unidos mais e mais e não só o povo do Ceú do Mapiá mas também toda&amp;nbsp; a irmandade da expansão&amp;nbsp; Padrinho Alfredo Gregório de Melo.&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Neste momento, então, desejo que todos tenham e mergulhem em um bom entendimento para averiguar todas as formas que estão explicitas neste relatório e nesta palestra para que possamos estar crescendo juntos, firmando a nossa palavra juntos, firmando a nossa Doutrina juntos. E também que os nossos projetos, de bem estar e salvação,&amp;nbsp; principalmente&amp;nbsp; o Projeto Daime Eterno, o rio da água da Vida, possa estar sempre fluindo agradavelmente como o produto da nossa espiritualidade e dos nossos pensamentos e nossa capacidade material, unidos num só pensamento, num só desejo que é de&amp;nbsp; amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, como&amp;nbsp; a nossa família e também a Natureza e todas a criaturas, porque Deus está em tudo e tudo merece o nosso&amp;nbsp; respeito, principalmente o meio ambiente, que é a casa divina, a casa do nosso alimento indispensável, o oxigênio e todas as boas coisas que podemos tirar para a nossa saúde material e espiritual. &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Esta mensagem é para reforçar a compreensão dos irmãos e pedir que todos possam refletir junto conosco e trabalhar junto conosco no tocante de todas estas explicações que estão no relatório para o bom andamento da nossa expansão .E a nossa expansão, ela já se explica em muitos outros itens importantes desde o plantio do Jagube, da Rainha, seleção de bancos de semente, crescimento e aprimoramento de casas de Feitios e muito mais ainda para estarmos assim em 2007 unidos uns com os outros para fazermos as casas de Feitios de CEFLURIS nas filiais, nas cidades de todo nosso Brasil funcionar dentro da fé e de um propósito de União e de alegria, considerando todo este trabalho da grande luta de administrar o CEFLURIS desde os tempos da Colonia 5000 até hoje.&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;E considerando também a benção que foi a nossa União com o povo do Mestre Irineu, um tempo muito importante também, por que a nossa União&amp;nbsp; manteve-se sempre&amp;nbsp; muito firme e foi por isso que pudemos ser, desde aí, feitores do Santo Daime para beneficiar a sede do Mestre Irineu mensalmente com a quantidade de Daime que nos era possível produzir naquela época, na união e na alegria e também&amp;nbsp; dentro das normas exigidas pelo Mestre Irineu: Lua Nova, 3 antes e 3 depois,&amp;nbsp; limpeza total, o povo unido, saída para a Floresta, onde passávamos 2, 3 dias na mata com bastante categoria para não se perder pois as distancias eram de vários&amp;nbsp; kilometros de mata cerrada. E na volta, a continuação desta união para que os Feitios saíssem sempre com aquela força positiva do Mestre que está nele mesmo.&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Viva o Santo Daime! Viva o Ser Divino e Viva a nossa administração! Viva todos nós! Desejando assim a Paz, a saúde, a tranqüilidade para todos os irmãos que vão receber esta mensagem, este relatório e a categoria e a capacidade em cada um para que possamos continuar as nossas palestras, as nossas explicações em outra página em outro adiantamento ou mesmo que seja através de uma revista, uma pequena revista que o CEFLURIS ofereça, que é do meu desejo que o CEFLURIS ofereça as informações, os pequenos detalhes para termos uma maior e melhor informação e entendimento nas pessoas.&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Portanto vamos contar com o positivo de cada irmão, cada Diretoria, cada grupo e também estar disposto a estar destacando pessoas do CEFLURIS que já tenham uma capacidade de melhorar e ajudar os pequenos grupos, os pequenos pronto-socorros e outros setores para que possamos nos enquadrar nas exigências da nova carta de princípios do GMT/ CONAD, ou seja, no resultado das normatizações feita pela Igrejas e pelo povo do governo. Nossos amigos e irmãos do lado da Lei, da legalidade. &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Acredito que seja muito importante todos estarem ativos, de grandes a pequenos, ativos para compreender tanto&amp;nbsp; a espiritualidade como a vida material de uma forma&amp;nbsp; boa de uma forma capaz, de uma forma alegre e produtiva para nosso país. E também de uma forma de uma educação especial, espetacular, fantástica que possa transparecer a grande e limpa educação espiritual da Doutrina do Santo Daime. Então uma boa estadia para todos e que passamos nos encontrar nos próximos encontros a serem divulgados. Meu Bom-dia! boa-tarde! boa-noite!&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Alfredo Gregório de Melo&lt;br&gt;Secretário Geral do IDA CEFLURIS&lt;br&gt;Presidente do Conselho Superior Doutrinário da Igreja</content>
		<summary>No momento também estou mandando uma vibração positiva de saúde, felicidade, luz, iluminação, doutrinação, tudo aquilo que a Doutrina nos pede, tudo aquilo que a Doutrina nos proporciona e nos dá nas suas divinas curas. Pedimos também a todos os irmãos que atenciosamente possam estar vibrando o pensamento neste momento e em todo o momento que for revisto esta ata, este relatório, que nós estamos aqui realizando do trabalho e dos estudos que nos aprofundamos neste encontro de 2006 para 2007 no Céu do Mapiá.. Para que com esta Luz, esta compreensão, que todos têm em si, possamos estar unidos mais e mais e não só o povo do Ceú do Mapiá mas também toda  a irmandade da expansão  Padrinho Alfredo Gregório de Melo.</summary>
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			<name>Juliano</name>
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		<updated>2007-02-28T05:14:00Z</updated>
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